quarta-feira, 29 de abril de 2009

Apresentação

Minha apresentação foi hoje às 14h. Sendo moderado pela Presidente da Associação Americana de Saúde Pública, uma pessoa amável e educada, apresentei juntamente com uma canadense (sobre realização de exames para IST entre jovens); um alemão que trabalha na Venezuela, sobre a criação da Estratégia Barrio Adentro, onde Hugo Chavez institui a utilização da APS na saude pública, principalmente através da formação de 17.000 novos médicos que residem nos bairros para atender como médicos de família; três brasileiras: uma sobre inequidade no acesso a especialidades em São Paulo, outra sobre duplicação do uso dos serviços de saúde em Ribeirão Preto e a última sobre tendências na forma de contratação dos profissionais na ESF. Todas as apresentações foram muito boas, com boa audiência e bons debates. Uma experiência inesquecível.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Atenção primária

Só mais essa curtinha. Todos os participantes estão engajados nu mesmo discurso: Não há saúde pública, nem crescimento social de uma população sem uma atenção primária em saúde forte implantada. O discurso não é meu, só gostaria de deixar registrado que o que falamos (eu e várias pessoas da saúde coletiva da UNISC, UFRGS, UFPel etc) não falamos à toa...

Fiasco do nosso ministro da saúde

Pois é. Fui à palestra "Redesenhando o Sistema de Saúde num Mundo em Mudança", esperando ver uma bela palavra de nosso Ministro José Gomes Temporão, quando ele começa me apresentando não slides, e sim, um documento do Word escrito em inglês, sobre o nosso sistema de saúde. Não bastasse isso e uma pronúncia lamentável, assim que terminou sua leitura, pediu desculpas à platéia e disse que teria de sair em função dos problemas com a gripe suína... Chamou seu subalterno (sim, pois pareceu um bem-mandado) Francisco Campos para assumir o seu posto, deu "Good bye" e foi embora. Isso que amanhã ele teria outra mesa redonda para discutir... Vergonhoso. E não é a primeira vez. Na Expoepi 2007 quando fui receber o Epiprêmio, EM BRASÍLIA, ele não pode comparecer tb. No mundial do Rio em 2006 foi, mas saiu rapidinho. E assim as coisas vão. Quanto custou essa "saidinha" do Brasil para falar apenas alguns minutos??? Isso não aparece na mídia, mas em temos de escândalos com passagens, isso fica, no mínimo, arriscado.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Abertura do Congresso

Amigos: Hoje começou o Congresso Mundial de Saúde Pública. Das falas iniciais da abertura, a que mais me impressionou foi a da Presidente da OMS Margaret Chan. Ea foi bem crítica quanto às políticas em saúde no mundo inteiro e inúmeras vezes reiterou a importância da Atenção Primária na melhoria da Saúde Global. Uma de suas frases que me causou impacto foi que "o mercado não muda situação social dos povos, mas saúde pública, sim". Essa frase foi aplaudida pelos participantes (que deveriam ser uns quase 2.000). Também falou que um grande objetivo mundial hoje é a equidade, sustentabilidade e justiça social. Quanto ao item equidade, ela tb foi muito enfática, dizendo que historicamente, a cada dia surgem novas tecnologias em prol da resulução de problemas de saúde, mas que na mesma proporção essas tecnologias não alcançam a todos, aumentando cada vez mais o gap e a exclusão das pessoas. Deu exemplos da importância de se alcançar a equidade, citando a TARV (terapia Antiretroviral) que com o rápido avanço da AIDS, juntamente com os estudos e a criação destes medicamentos, criou também a necessidade de se fornecê-los a todos. Eu cito aqui que o Brasil é exemplo mundial nesta distribuição. Também falaram os Ministros da Saúde da Turquia e o Secretário de Saúde de Istambul, mas ambos foram mais políticos, enfatizando os seus feitos em relação à saúde (criação de praças para atividades físicas, pavilhões em escolas etc), o que me desgostou um pouco. No final houve uma apresentação de crianças com necessidades especiais e um grupo de danças típicas turcas. O dia valeu também pelos contatos e conversas com várias outras pessoas do mundo inteiro, nos famosos encontros de corredor, que são às vezes mais producentes que algumas palestras. POr hoje é isso.